Boletim epidemiológico informativo Nº5 – LMC

Luanda Medical Center

Boletim epidemiológico informativo Nº5

Boletim epidemiológico informativo Nº5

A análise de dados segundo vários autores, e tendo em conta nosso entendimento, consiste num processo de aplicação de técnicas estatísticas e pensamento lógico para compreender os dados e transformar em informações úteis relacionadas a diferentes fenómenos; é também um processo de inspeção, limpeza, transformação e modelagem de dados com o objetivo de descobrir informações úteis, informar conclusões e apoiar a tomada de decisões. As informações obtidas permitem-nos observar a tendência das doenças no tempo para saber se emergente e/ou com padrão anormal, agrupá-las por regiões e definir as de maior
risco, assim como monitorizar/avaliar a qualidade dos Programas de saúde pública; é importante referir que estes dados devem ser analisados nos níveis local, municipal, provincial e central para que estes mesmos Técnicos a trabalhar nestes níveis utilizem para melhorar a implementar acções e medidas de saúde pública.

O envio de dados produzidos nas Unidades sanitárias deve obedecer os níveis referidos na análise de dados, para a notificação de casos imediata, semanal e mensal seja feita de acordo com o fluxo de rotina dos dados de vigilância estipulados por lei (Lei Nº 17/10 de 29 de Julho); realçar que no nível municipal a equipa deve acusar e registar a recepção, verificar e analizar qualidade do formulário, para que no final possa armazenar na base de dados. Do ponto de vista da introdução dos mesmos na base de dados, deve ser feita previamente a reparação e limpeza antes da análise para que a informação obtida possa ser validada; realçar que durante as visitas de supervisão, usar como oportunidade para sensibilizar os Médicos sobre importância do registo e preenchimento de formulários de notificação. Os dados muitas vezes referidos anteriormente, poder ser registados e compilados de forma manual e/ou eletronicamente; no entanto independente do método, estas boas práticas devem ser seguidas:
• Actualizar os totais semanais e/ou mensais em que se recebem dos dados;
• Registar zero quando não houver notificação de casos;
• Garantir que os totais semanais incluam casos e óbitos realmente notificados na semana;
• Notificações atrasadas, de semanas anteriores devem ser introduzidas na respectiva semana e actualizar os totais;
• Evitar a duplicação de entradas usando identificador único de registo de caso. (Douglas Silva, LATAM 2022; Cortex Intelligence, 2022; Manual Vigilância MINSA/CPDE, 2010; MOPECE/OPAS, 2010

TUBERCULOSE (TB)

A Tuberculose (TB), sendo um doença milenar acompanha o homem desde o período pré-histórico; no entanto embora a sua origem não esteja completamente esclarecida, a hipótese mais aceite é a de que ela tenha surgido há aproximadamente 8.000 a.C, a partir do contacto de pequenos grupos populacionais com auroques (Bos primígenus) - Bois sacragenus infectados por Mycobacterioum Bovis, que se tornou endémico nestes grupos que provavelmente disseminaram a doença durante seu processo migratório; tendo sido encontradas também evidências da TB (Ossos da coluna vertebral) em múmias antigas do Egipto (3.000 a.C) e mais recentemente em múmias pré-colombianas no Peru. A TB é uma das diversas epidemias que surgiu no mundo associada a pobreza e que ainda hoje permanece sem controlo eficaz, visto que as desigualdades sociais, o advento do VIH/SIDA e actualmente a pandemia da COVID-19, constituíram factores de agravamento da situação desta doença como problema de saúde pública e retrocesso no seu controlo. Ainda do ponto de vista histórico, a epidemiologia e as causas da TB tiveram várias interpretações, que influenciaram na elaboração de políticas e/ou estratégias, no comportamento social das pessoas e consequentemente na tendência da doença; algumas destes evidencias históricas foram a de Hipócrates (450 a.C) com a hipótese da hereditariedade causal (Tísico nascia de outro Tísico), últimos anos do Século XVII onde TB era considerada “Doença romântica” pois Poetas e Intelectuais se identificavam com a mesma, Século XIX foi qualificada como “Mal social” por estar relacionada as condições de vida precárias (casas pouco ventiladas, superlotação, má qualidade alimentar e higiénica), onde o padrão era o higiénico-dietético, no Século XX foram questionadas a teoria da hereditariedade e cura pelo “factor clima” e para finalizar na década de 40 em diante com a descoberta dos medicamentos foi possível reduzir o número de casos e mortes. Nossa abordagem do ponto de vista do horizonte temporal, tem como finalidade reforçar com estas evidências que a TB continua ser ainda hoje um dos principais problemas de saúde pública e que não somente devem ser implementadas de novas política e/ou estratégias de controlo, mas sim e sobretudo haver um engajamento maior de toda a sociedade, com suporte incondicional do estado com políticas ministeriais e sociais inclusivas, alinhamento entre estratégias mundiais, nacionais e locais; e nunca pensar na exclusão seja de que tipo for (Pessoas, Políticas/Estratégias, Fornecimento de serviços, evidências técnico-científicas, entre outras).( Wikipedia, 2022; OMS, 2015; OMS,2020; Massabni, 2019; Vrajac, 2017Guimarães at al, 2012; Conde at al, 2002; Gonçalves, 2000)

Outras Doenças relacionadas

CURIOSIDADES

Cientistas apontam que pandemias da doença ocorram entre duas ou três vezes a cada século.

Pessoas jovens e saudáveis são as mais suscetíveis pois sistema imunológico reage de forma exagerada

Os vírus da doença sofrem mais mutações em um dia que os serem humanos são capazes de mudar em milhões de anos

É verdade que uma Gripe possa durar mais de 1 semana , sempre que haja complicações.

É mito que espirrar constante é sinal de Gripe e que a vitamina C a previne (Google, 2022).

Boletim Epidemiológico Nº5
Informativo

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