Tuberculose Miliar e Abdominal

Dra. Yudelsy Quiala / Dra. Paloma Baiardi Gregorio - Medicina Interna

Paciente nacionalidade angolana, sexo masculino, 29 anos, recorre à consulta com quadro de febre há 03 dias associado à cefaleia, dores no corpo e perda do apetite.

Antecedentes Patológicos:
Nega comorbidades, nega uso crônico de medicações
Nega outros sintomas como tosse, diarreia ou sintomas urinários

Dados vitais:
PA: 117X 87mmHg FC: 79bpm SAT O2: 99%

Exame Clínico:
Lúcido, orientado, eupneico

AR:
MV diminuído em base do HT direito

ACV e ABD:
Sem alts

SD:
Síndrome Febril por esclarecer

Solicitado hemograma, GE, dengue, teste do COVID, PCR, transaminases.

Resultado dos exames: aumento da Prot C Reativa; TGO:140; TGP:104 e LDH: 669

Ecografia abdominal:Hepatomegalia de contornos regulares; Aumento do baço com parênquima heterogêneo com “aspecto nodular”; FID imagem mista sugestiva de conglomerado de adenopatias; Adenopatias no hilo hepático, peripancreáticas, hilo esplênico e periaórticas.

Conduta clínica: Paciente jovem com alterações pulmonares sugestivas de Tuberculose miliar e alterações abdominais com hepatoesplenomegalia e adenomegalias intrabdominais, optamos em iniciar o esquema I para Tuberculose, mesmo sem o isolamento do Bacilo de Koch.

Diagnóstico Diferencial: Sarcoidose, Histoplasmose, Criptococose, microbactérias atípicas, doenças Linfoproliferativas, doenças malignas primárias e metastáticas do pulmão.

Evolução clínica: Paciente iniciou o tratamento disponibilizado pelo Hospital Sanatório, mediante relatório médico, e após 01 semana de tratamento já apresentava ausência de febre e melhora do estado geral. Feitos exames de HIV que foi negativo e pesquisa para Hepatite B que foi positiva. Paciente realizou o tratamento com esquema I durante 6 meses. Em maio de 2021 foram repetidos os exames laboratoriais e de imagem.